Software Livre – É seguro?

Antes de começar a expor as ideias por trás do software livre, é preciso defini-lo. Muitas pessoas confundem o software livre com o gratuito. Porém existe uma grande diferença.
O software livre é um programa de código aberto que dá ao usuário total liberdade de uso. Isso implica em modificar, redistribuir e utilizar como bem entender. Ele é protegido por uma licença que dá a liberdade para as pessoas poderem manipulá-lo.

Um software é considerado livre se atender a quatro pré-requisitos:

1.  A liberdade para executar o programa qualquer que for o propósito;

2. A liberdade de estudar como o programa funciona e adaptá-lo para as suas necessidades, sendo liberado o acesso ao código-fonte;

3.   A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo;

4.  A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie, sendo o acesso ao código-fonte um pré-requisito para esta liberdade.

Para que essas liberdades sejam reais, elas devem ser irrevogáveis. Caso o desenvolvedor do software tenha o poder de revogar a licença, o software não é livre. A maioria dos Softwares Livres é licenciada por uma licença de Software Livre, como a GNU GPL (a mais conhecida).

Isso traz inúmeras vantagens aos usuários. No entanto é importante salientar que essa modalidade de software não quer dizer que ele seja gratuito. Algumas pessoas podem modificá-lo e vendê-lo para outras. No entanto, aquele que comprou pode fazer o que quiser com esse software, inclusive distribuí-lo gratuitamente.

O software livre diz mais a respeito da filosofia de como esses programas são distribuídos. Ele muda a noção de venda de softwares de computador. Não há necessidade de prestação de contas com ninguém. Você pode fazer o que quiser com ele.

Entretanto, o software gratuito é diferente. Ele não é necessariamente livre. Pode ser um programa proprietário que seja distribuído de forma gratuita. Esse tipo de software tem mais a ver com o modelo de negócios do que com a filosofia por trás dele.

Por exemplo, o Whatsapp é gratuito, mas não é livre. Ela pertence ao Facebook, que usa a plataforma para lucrar sob diversas maneiras. O usuário final não pode modificá-lo e seu uso é restrito às funcionalidades oferecidas pela companhia.

Uma contrapartida ao Whatsapp — e que é software livre — é o Telegram. A versão cliente dele, que é o aplicativo usado pelos usuários, é livre. Isso quer dizer que qualquer pessoa pode criar seu próprio aplicativo de mensagens para funcionar nos servidores do Telegram e disponibilizá-lo nas plataformas de download.

O custo-benefício é sem sombra de dúvida é a vantagem mais atrativa. A maioria dos softwares livres é gratuita. Não tem a necessidade de adquirir várias licenças para distribuir o software nas máquinas de sua corporação, por exemplo.

A questão de segurança nos softwares livres são mantidos por comunidades voluntárias que estão sempre em busca de aperfeiçoamento das ferramentas. Quanto maior a comunidade, mais progresso é feito. Essas equipes estão focadas em corrigir falhas de segurança e realizar todos os testes necessários.

Outro fator de segurança muito importante, é o fato do código ser aberto. Isso garante que todos saibam exatamente o que está sendo instalado no computador. Não se engane pensando que, por ser código aberto, esses programas são mais fáceis de serem infectados. Todas as atualizações são cautelosamente auditadas e testadas por equipes competentes.

Portanto, existe a garantia de que malwares não acompanharão os softwares livres. O mesmo não pode ser dito dos softwares proprietários. Quem nunca foi instalar um programa em seu computador e depois descobriu que o Baidu também foi instalado junto?

Além de que quando se utiliza um software livre, a pessoa ou a empresa é dona da informação. Ela sabe onde está sendo armazenada. Já no proprietário, os dados ficam escondidos e, ao mesmo tempo, abertos para o dono do software ou do governo onde o servidor está lotado.

A facilidade de customização é outra vantagem imensurável para aqueles que souberem aproveitá-la. É possível, por meio de programação, customizar um software livre por inteiro para adequá-lo ao modelo de negócios da sua empresa. Grandes produtos podem surgir devido à adição de novas funcionalidades.

Chegamos a conclusão que o software livre é muito seguro, além de oferecer uma série de vantagens para os seus usuários. Então não podemos cair na besteira de acreditar que os softwares de códigos fechados são mais seguros pelo simples fato dos códigos serem fechados.

Referências

SEBRAE. Disponível em: http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/o-que-e-software-livre-e-quais-as-vantagens-em-usa-lo-na-sua-empresa,2928d53342603410VgnVCM100000b272010aRCRD    Acesso em: 18 de Setembro de 2019.

COMPUTER WORLD. Maria Korolov. Disponível em: https://computerworld.com.br/2018/04/03/por-que-seguranca-em-software-open-source-ainda-e-um-desafio/  Acesso em: 18 de Setembro de 2019.

IMPACTA. Disponível em: https://www.impacta.com.br/blog/2018/08/24/as-vantagens-do-software-livre/  Acesso em: 18 de Setembro de 2019.