Vivemos na era da tecnologia, onde presenciamos avanços tecnológicos em um curto período.
Também podemos observar o constante crescimento populacional das civilizações, que fazem os governos começarem a pensar em planejamento urbano, para oferecer qualidade de vida e evitar problemas sociais e econômicos. Assim, um assunto que vem despertando interesse no mundo é a criação das cidades inteligentes (Smart Cities).
As chamadas Smart Cities, são aquelas cidades que utilizam a tecnologia para promover melhorias na qualidade de vida em diferentes setores da cidade, seja no planejamento urbano, habitação social, energia, mobilidade urbana, coleta de lixo, controle da poluição do ar, entre outros.
De acordo com o Cities in Motion Index, do IESE Business School na Espanha, é possível avaliar o nível de inteligência de uma cidade através de 9 variáveis: governança, capital humano, economia, coesão social, meio ambiente, tecnologia, planejamento urbano, alcance internacional e mobilidade e transporte.
Existem duas formas para criação das cidades inteligentes: A primeira forma é investimento na criação de cidades planejadas, com a inclusão de tecnologias e ações sustentáveis em seu planejamento inicial. A segunda forma é reavaliar os processos atuais das cidades já existentes e identificar pontos de melhorias que podem ser realizados de acordo com as necessidades dos moradores e do local.
As cidades inteligentes utilizam dispositivos da Internet das Coisas (IOT), como sensores conectados, luzes e medidores inteligentes, para melhorar a infraestrutura e a arquitetura, coletando e analisando dados em tempo real dos cidadãos para identificar precisamente onde o problema está e como melhorar as condições dos serviços prestados.
As cidades inteligentes no Brasil estão avançando aos poucos. No ranking das 165 principais Smart Cities do mundo, divulgado pelo IESE Business School, ocupamos 6 posições.
São Paulo (116ª)
Rio de Janeiro (126ª)
Curitiba (135ª)
Brasília (138ª)
Salvador (147ª)
Belo Horizonte (151ª)
São Paulo se destaca pelos investimentos em mobilidade urbana, com a criação de mais ciclofaixas e corredores de ônibus.
Curitiba, por sua vez, inovou com a criação do Ecoelétrico, uma frota de carros elétricos que prestam serviços públicos. Desde a sua implantação, em 2014, a cidade poupou a emissão de 12.264 quilogramas de gás carbônico na atmosfera.
Já Salvador, a única cidade do Nordeste no ranking, investe na tecnologia para melhorar a mobilidade urbana e a produção de energia.
Além da criação de um aplicativo para os passageiros de ônibus, o governo local investe na inteligência da coisas (IoT) para monitorar a iluminação de locais públicos. Dessa forma, existe uma redução no consumo de energia e mais rapidez na manutenção de equipamentos.
Recentemente, algumas cidades brasileiras começaram a usar a tecnologia de smart grid, as redes de distribuição inteligentes de energia elétrica. Na prática, esse sistema permite aumentar o controle contra perda de energia no processo de distribuição.
Na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), por exemplo, a concessionária Cemig monitora mais de 12.000 unidades consumidoras com um sistema que faz a medição e o faturamento da energia de forma digitalizada.
Já o Grupo CPFL Energia usa a tecnologia de smart grid para aferir os dados de mais de 25.000 consumidores. Entre as cidades beneficiadas estão a paulista Campinas e a gaúcha Caxias do Sul. A tecnologia também já chegou a cidades do Paraná e de Minas Gerais onde a CPFL está presente.
A cidade de Armação dos Búzios, no Rio de Janeiro, está usando a tecnologia para otimizar o consumo e a produção de energia.
Em parceria com a empresa Ampla, o governo implantou 60 lâmpadas LED controladas remotamente na região da Lagoa da Usina. A expectativa é que haja uma redução no consumo de energia de até 80%.
Outra ação realizada pelo município foi a inclusão de medidores inteligentes em 222 domicílios, que permitem que a população controle melhor os gastos de energia.
Além disso, moradores podem gerar energia com painéis solares e “vendê-la” de volta a Ampla, ganhando o abatimento na conta de luz. Esses painéis também foram colocados em escolas com o objetivo de gerar economia para as instituições.
Não só os governantes e autoridades que devem se preocupar com o planejamento e desenvolvimento das cidades inteligentes. Nós moradores, pensando no nosso bem estar e qualidade de vida, também podemos contribuir para o desenvolvimento das Smart Cities. Seja através de pequenas soluções para nosso condomínio/vizinhança que melhorem o consumo de energia, que diminuam o desperdício e reaproveitamento de água ou até mesmo contribuindo na base de dados de aplicativos que propõem soluções inteligentes para nossa cidade.
Referências
Transformação Digital. Disponível em: https://transformacaodigital.com/vertical/smart-cities/ Acesso em: 01 de julho de 2019.
Viva Decora PRO. Disponível em: https://www.vivadecora.com.br/pro/curiosidades/cidades-inteligentes/ Acesso em: 01 de julho de 2019