Fake News – Como Combater?

Vivemos na era digital, onde a internet aproximou o mundo a um clique de distância. A todo momento uma enxurrada de informações são jogadas nas redes sociais. No celular, o Whatsapp está o tempo todo alerta, com mensagens de amigos e de grupos sobre diversos temas; no Instagram e Facebook, o feed de notícias está repleto de vídeos, postagens de páginas que você curte e comentários fazendo juízos de valor sobre qualquer assunto. Em meio a todo esse cenário, às vezes é difícil saber o que é verdadeiro ou não. 

Nos últimos tempos, houve um aumento de notícias falsas. Podemos nos questionar quantas vezes saímos falando sobre uma matéria de jornal e, na verdade, só lemos a manchete? Quantas vezes verificamos a informação que foi publicada no Facebook, Instagram? Quantas vezes você assiste a um vídeo polêmico e logo em seguida o compartilha com seus amigos? 

As notícias falsas – “fake news”, em inglês – é um grande problema que vem atormentando o mundo, tendo em vista a ampla influência que isso pode causar, induzindo milhares de pessoas ao erro considerando a rapidez com que essas falsas notícias podem ser compartilhadas. Nos últimos anos foi possível observar alguns casos dessa influência, gerando graves problemas sociais, como um jornalista que conseguiu elevar um restaurante falso no topo da lista dos melhores de Londres,  a intervenção das fakes news nas eleições pelo mundo, tumultuando debates públicos, como aconteceu na corrida eleitoral americana e na votação pela saída do Reino Unido da União Europeia, ou até mesmo com criação de boatos, promessas para denegrir ou impulsionar a imagem de um candidato como aconteceu no Brasil. Além de impressionantemente a morte de uma mulher espancada em Guarujá, São Paulo após boatos criados numa rede social.

Casos como esses relatados fazem a gente refletir e repensar na veracidade das informações encontradas na internet. Será que as informações que estamos visualizando nas nossas redes sociais são verídicas ? E como podemos fazer para evitar o compartilhamento e combater a proliferação das Fakes News ?

Os especialistas indicam algumas dicas, e pedem um esforço coletivo pela alfabetização digital. “Tem de vir da grande imprensa, do professor, da família, de todos os lados”, diz a diretora da Agência Lupa, Cristina Tardáguila, que realiza checagem de informações do noticiário brasileiro. “

1) Não leia só o título

Uma estratégia muito utilizada pelos criadores de conteúdo falso na internet é apelar para títulos bombásticos. Ler o texto completo é um passo básico para evitar compartilhar fake news.

2) Verifique o autor

Ver quem escreveu determinado texto é importante para dar credibilidade ao que está sendo veiculado. 

3) Veja se conhece o site

Não deixe de olhar a página onde está a notícia. Navegar mais no site ajuda a analisar sua credibilidade. Também vale checar o endereço do site, algumas páginas tentam simular o endereço de um veículo importante, alterando apenas uma letra, um número ou um símbolo gráfico.

4) Observe se o texto contém erros ortográficos

As reportagens jornalísticas prezam pelo bom vocabulário e pelo uso correto das normas gramaticais. Por outro lado, os sites com notícias falsas ou mensagens divulgadas pelo WhatsApp tendem a apresentar uma escrita fora do padrão, com erros de português ou quantidade exagerada de adjetivos. 

5) Olhe a data de publicação

Identifique quando a notícia foi publicada. Muitas vezes, o texto está simplesmente fora de contexto. 

6) Saia da bolha da rede social

Para estar bem informado, o leitor deve ler e acompanhar o noticiário não somente nas redes sociais. 

7) Tome cuidado com o sensacionalismo

As fake news tendem a conter palavras ou frases que despertam emoções ou mexem com as crenças das pessoas, atingindo um maior potencial de divulgação e compartilhamento nas redes sociais. 

Agora sabendo dessas dicas, nós podemos ajudar no combate às fake news, melhorando nosso senso crítico e ficando alerta para diminuirmos o impacto dessas notícias na sociedade.

Referências

Nações Unidas. Disponível em: https://nacoesunidas.org/verificar-informacoes-antes-de-compartilhar-e-a-melhor-forma-de-combater-noticias-falsas-destaca-forum-da-onu/     Acesso em: 18 de julho de 2019.

Politize. Disponível em: https://www.politize.com.br/noticias-falsas-pos-verdade/           Acesso em: 18 de julho de 2019.

G1Globo. Mariane Rossi. Disponível em: http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2014/05/mulher-espancada-apos-boatos-em-rede-social-morre-em-guaruja-sp.html.  Acesso em: 18 de julho de 2019.

G1Globo. Disponível em: http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2018/01/jornalista-poe-restaurante-falso-no-topo-da-lista-dos-melhores-de-londres.html.        Acesso em: 18 de julho de 2019.

InfoGráficos. Marina Dayrell, Matheus Riga e Pedro Ramos.         Disponível em: https://infograficos.estadao.com.br/focas/politico-em-construcao/materia/senso-critico-e-arma-para-combater-fake-news     Acesso em: 18 de julho de 2019

Golpes no WhatsApp

Em quase todas as semanas podemos observar noticiários informando que um novo golpe está assustando os usuários de um dos principais aplicativos de conversação da atualidade: o WhatsApp.

O WhatsApp está sendo o alvo preferido dos criminosos para tentar capturar informações dos usuários por meio de golpes virtuais. Eles utilizam várias formas para aplicar os golpes. Em algumas delas usavam falsas promoções de marcas famosas, como Burger King, O Boticário e Cacau Show, oferecendo cupons falsos de desconto para ludibriar as pessoas a clicarem em links maliciosos e, assim, ficarem vulneráveis a roubo de dados privados. O plano era obter informações para roubar as vítimas e até, em alguns casos, aplicar fraudes em nome delas. De acordo com especialistas de empresas de segurança digital, milhões de pessoas foram afetadas.

Outro golpe que vem sendo muito aplicado é a clonagem das contas do WhatsApp por criminosos para roubar dinheiro de amigos e parentes. O golpe conta com a ajuda de funcionários de operadoras, que transferem seu número de celular para outro chip e permitem que o aplicativo de mensagens seja ativado em outro aparelho. De posse da sua conta, criminosos se passam por você para pedir dinheiro a contatos próximos.

Na prática, é como se você fosse a uma loja da sua operadora dizendo que precisa trocar seu chip, mas manter o número. Sua linha, então, sai do ar e vai para o aparelho do golpista, que consegue entrar na sua conta do WhatsApp. Enquanto você não percebe nada de errado, o criminoso envia mensagens para pais, amigos ou até secretárias, se passando por você — em um dos casos, um empresário teve prejuízo de R$ 100 mil depois que sua secretária transferiu dinheiro e até pagou contas de criminosos.

O WhatsApp é alvo de ações criminosas desses tipos com frequência, mas como o sistema adotado pela plataforma usa o método de criptografia de ponta a ponta, se torna difícil identificar a origem da mensagem. Por isso, os usuários devem se precaver para não serem vítimas nesses casos.

Para evitar cair nesses tipos de golpe, especialistas recomendam tomar cuidado com conteúdos recebidos, em particular quando vêm de desconhecidos. É importante também verificar se não há nenhuma irregularidade nos links, como erros de ortografia ou troca de alguma letra para fazer aquela página parecer com a verdadeira.

Nos casos de promoções envolvendo marcas conhecidas, uma boa medida pode ser acessar o site oficial da empresa, para confirmar se a promoção existe mesmo. Aplicativos antivírus também existem para celulares e oferecem uma camada extra de segurança.

Uma dica para não ter sua conta clonada é importante ativar na rede social um recurso de verificação em duas etapas. Com a proteção ativada, caso você (ou um golpista) ative seu WhatsApp em outro celular, precisará, além do SMS de verificação (que poderia ser interceptado ou desviado para outro chip), uma senha de 6 dígitos que precisa ser digitada toda vez que o login for feito.

Para fazer isso, entre em Conta > Verificação em duas etapas. Insira um PIN de sua escolha e um endereço de e-mail para recuperar a conta caso você esqueça-o. Obviamente, defina um PIN que você não vai esquecer e não passe esse código para mais ninguém.

Referências

FolhaPe. Disponível em: https://www.folhape.com.br/economia/economia/tecnologia/2019/01/07/NWS,92577,10,476,ECONOMIA,2373-NOVO-GOLPE-WHATSAPP-ROUBA-DADOS-PESSOAIS.aspx     Acesso em: 10 de julho de 2019.

TecnoBlog. Paulo Higa  Disponível em: https://tecnoblog.net/207748/whatsapp-clonado-golpistas-pedir-dinheiro/                    Acesso em: 10 de julho de 2019.

TecnoBlog. Paulo Higa Disponível em: https://tecnoblog.net/207729/whatsapp-verificacao-duas-etapas/                 Acesso em: 10 de julho de 2019

Smart Cities

Vivemos na era da tecnologia, onde presenciamos avanços tecnológicos em um curto período. 
Também podemos observar o constante crescimento populacional das civilizações, que fazem os governos começarem a pensar em planejamento urbano, para oferecer qualidade de vida e evitar problemas sociais e econômicos. Assim, um assunto que vem despertando interesse no mundo é a criação das cidades inteligentes (Smart Cities).
As chamadas Smart Cities, são aquelas cidades que utilizam a tecnologia para promover melhorias na qualidade de vida em diferentes setores da cidade, seja no planejamento urbano, habitação social, energia, mobilidade urbana, coleta de lixo, controle da poluição do ar, entre outros.
De acordo com o Cities in Motion Index, do IESE Business School na Espanha, é possível avaliar o nível de inteligência de uma cidade através de 9 variáveis: governança, capital humano, economia, coesão social, meio ambiente, tecnologia, planejamento urbano, alcance internacional e mobilidade e transporte.
Existem duas formas para criação das cidades inteligentes: A primeira forma é investimento na criação de cidades planejadas, com a inclusão de tecnologias e ações sustentáveis em seu planejamento inicial. A segunda forma é reavaliar os processos atuais das cidades já existentes e identificar pontos de melhorias que podem ser realizados de acordo com as necessidades dos moradores e do local. 
As cidades inteligentes utilizam dispositivos da Internet das Coisas (IOT), como sensores conectados, luzes e medidores inteligentes, para melhorar a infraestrutura e a arquitetura, coletando e analisando dados em tempo real dos cidadãos para identificar precisamente onde o problema está e como melhorar as condições dos serviços prestados.
As cidades inteligentes no Brasil estão avançando aos poucos. No ranking das 165 principais Smart Cities do mundo, divulgado pelo IESE Business School, ocupamos 6 posições.

São Paulo (116ª)

Rio de Janeiro (126ª)

Curitiba (135ª)

Brasília (138ª)

Salvador (147ª)

Belo Horizonte (151ª)

São Paulo se destaca pelos investimentos em mobilidade urbana, com a criação de mais ciclofaixas e corredores de ônibus.
Curitiba, por sua vez, inovou com a criação do Ecoelétrico, uma frota de carros elétricos que prestam serviços públicos. Desde a sua implantação, em 2014, a cidade poupou a emissão de 12.264 quilogramas de gás carbônico na atmosfera.
Já Salvador, a única cidade do Nordeste no ranking, investe na tecnologia para melhorar a mobilidade urbana e a produção de energia.
Além da criação de um aplicativo para os passageiros de ônibus, o governo local investe na inteligência da coisas (IoT) para monitorar a iluminação de locais públicos. Dessa forma, existe uma redução no consumo de energia e mais rapidez na manutenção de equipamentos.
Recentemente, algumas cidades brasileiras começaram a usar a tecnologia de smart grid, as redes de distribuição inteligentes de energia elétrica. Na prática, esse sistema permite aumentar o controle contra perda de energia no processo de distribuição.
Na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), por exemplo, a concessionária Cemig monitora mais de 12.000 unidades consumidoras com um sistema que faz a medição e o faturamento da energia de forma digitalizada.
Já o Grupo CPFL Energia usa a tecnologia de smart grid para aferir os dados de mais de 25.000 consumidores. Entre as cidades beneficiadas estão a paulista Campinas e a gaúcha Caxias do Sul. A tecnologia também já chegou a cidades do Paraná e de Minas Gerais onde a CPFL está presente.
A cidade de Armação dos Búzios, no Rio de Janeiro, está usando a tecnologia para otimizar o consumo e a produção de energia.
Em parceria com a empresa Ampla, o governo implantou 60 lâmpadas LED controladas remotamente na região da Lagoa da Usina. A expectativa é que haja uma redução no consumo de energia de até 80%.
Outra ação realizada pelo município foi a inclusão de medidores inteligentes em 222 domicílios, que permitem que a população controle melhor os gastos de energia.
Além disso, moradores podem gerar energia com painéis solares e “vendê-la” de volta a Ampla, ganhando o abatimento na conta de luz. Esses painéis também foram colocados em escolas com o objetivo de gerar economia para as instituições.
Não só os governantes e autoridades que devem se preocupar com o planejamento  e desenvolvimento das cidades inteligentes. Nós moradores, pensando no nosso bem estar e qualidade de vida, também podemos contribuir para o desenvolvimento das Smart Cities. Seja através de pequenas soluções para nosso condomínio/vizinhança que melhorem o consumo de energia, que diminuam o desperdício e reaproveitamento de água ou até mesmo contribuindo na base de dados de aplicativos que propõem soluções inteligentes para nossa cidade.

Referências

Transformação Digital. Disponível em: https://transformacaodigital.com/vertical/smart-cities/                     Acesso em: 01 de julho de 2019.

Viva Decora PRO. Disponível em: https://www.vivadecora.com.br/pro/curiosidades/cidades-inteligentes/ Acesso em: 01 de julho de 2019